Feliz último dia de 2005. A linha telefonica continua com problemas por isso conectar é quase impossível. Fica aqui um Feliz Ano Novo para você, cheio de equilibrio interior, autoconhecimento e sabedoria. A paz, a saúde e o dinheiro no bolso que desejamos sempre, são resultados do nosso bem estar. Porque a paz, é a gente que faz.Obrigada pela companhia aqui no blog durante todo o ano de 2005 e todo o tempo antes dele.
Feliz Ano Novo !
PS - a linha telefonica está bichada. difilcil conectar.
A sociedade ocidental cultiva tanto a culpa do ócio que toda vez que alguém na tv, um jornalista, um apresentador, um radialista, vai sair de férias, ele tem que justificar dizendo que vai sair porque 'ele também não é de ferro'. Clichê chato esse.
Só soube agora, que o Homem do Sapato Branco faleceu. Problemas pulmonares. Adeus, Jacinto Figueira Jr.
Gostei do editorial da revista TPM deste mês, escrito pelo Paulo Lima. Ele cita um conceito (não é dele e ele não lembra a autora), de uma mulher, que diz que fazemos de nossa vaidade as nossas prisões, que cada um escolhe as prisões onde vai se trancar. Na vida da gente, há celas de portas abertas e com o cadeado pendurado, sem a chave. A gente idealiza coisas, entra na cela, tranca o cadeado sem a chave. E depois, fica lá sofrendo. À toa. Se você pensar bem talvez descubra que está trancado em celas tolas, desnecessariamente.
Então, já sabe, no ano novo, liberte-se.
![]()





![]()
Por todas as ruas onde passo vejo luzes de natal. Com o barateamento das pequenas lâmpadas piscantes, contrabandeadas do oriente para cá, elas ficaram absolutamente acessíveis. A demanda reprimida, o desejo refreado, desencadeou uma overdose de coisas que acendem em todos os lugares. Na padaria, no shopping, nos prédios. Nas árvores, nos arbustos, nas grades de ferro, nos portões. Na palmeirinha, no vasinho plástico da samambaia. Hoje achei que tinha um fio de lampadas acesas num suporte para sacos de lixo e numa caçamba de entulho. ![]()





![]()
Faz muito tempo, nem me lembro, mas sei que vi Coffee and Cigarettes, o curta metragem de Jim Jarmusch, com Roberto Benigni, numa mostra Internacional de cinema aqui em SP nos anos 80. Depois, vi Down by Law. Com Tom Waits. (Tom Waits? Jim Jarmusch? Nossa, tive um flashback total agora. Um vinil que o Serginho Groisman me deu na TV cultura... do Tom Waits... trilha de um filme de JJ... nem lembro, deixa quieto) .Agora, acabei de ver Broken flowers ( flores partidas). Muito bom o filme. Programão, ir ao Arteplex, pagar meia e ver um autêntico Jim Jarmusch com Bill Murray, Jessica Lange, Sharon Stone. Mesmo com o cara do meu lado repetindo cada um desses nomes enfaticamente, com a alegria de quem reconhece o que lê.
O mais legal do filme é que ele é bacana, cool e nada pretensioso.
PS - Esta máquina de escrever rosinha lembra qual blog? Esse mesmo.
Se você vier a ou estiver em São Paulo, não deixe de
conhecer uma loja chamada Garden Center. É uma mistura de flora com loja de móveis para
jardins, absolutamente maravilhosa. Dá vontade de comprar qualquer coisa, um
rastelo, um ancinho, um cacto, uma fonte, só para levar um pouco da loja para
casa. O elevador interno, pantográfico, é um luxo. Além do Garden Center, a
loja
House Garden também merece visitação, especialmente as lojas Outdoors.

A única coisa que eu realmente não gostava no UOL era o sistema de busca. Há muitos anos, eu gostava do miner, da família miner inteira. Mas depois disso, nunca mais. Agora, felizmente, vejo que o UOL mudou a cara e o estilo de busca, aderiu à modernidade dos clusters. Muito melhor.
Lá vou eu. De novo. Sobreviver a 45 minutos de atendimento telefônico da Vivo. Orelha queimando. O que eu quero? Cancelar um cartão PCMCIA através do qual eu conectava o laptop em dialup. Um cartão com uma linha. Quero cancelar o plano, a linha, o cartão. Quero uma orientação. O cartão é meu? Posso vendê-lo? Com ou sem a linha? Já falei com 7 pessoas e departamentos. Ninguém sabe nada. Nem do que estou falando nem sobre o que devo fazer. Uma pessoa, porém, me alertou: se eu não fizer a coisa certa, se cancelar só a linha, sem cancelar o cartão ou plano, ou algo assim, eu serei multada. É triste. Mas é a realidade. Aqui está uma mocinha repetindo 'só mais um momento', coitada. Ela também não sabe o que fazer nem quem sabe quem sabe o que deve ser feito. Muito menos eu, a consumidora imbecil. Que vai morrer com 700 reais de um cartão que não vai servir pra nada. Alguém quer comprar? Se é que dá pra vender... faço bom preço. Conecta em dial up... só tem que por uma linha... Tem todos os documentos, inclusive o pedigree, na caixinha original. Um mimo.
Usei bastante, foi muito útil. Mas agora que eu tenho um laptop que conecta via blue tooth no meu celular, o cartão perdeu o sentido.
Vi na tv ontem, pela enésima vez, o simpático filme Mensagem para Você, com Tom Hanks e Meg Ryan. Toda vez, choro na mesma parte, quando ela fecha a livraria que herdou da mãe. Hoje, na livraria do Shopping, lembrei do filme. Pedi por um título infanto-juvenil e ninguém conseguia encontrá-lo, embora o 'sistema' indicasse que ele estava na loja. Só depois de muito tempo, depois de explicar para a vendedora supostamente especializada que tratava-se de um livro de uma série muito famosa, Desventuras em Série, consegui o exemplar. Ela conhece a série mas não conhece os títulos da série, porque segundo ela, são muitos. Mas ela era uma boa pessoa, jovem e poderá se transformar numa excelente profissional.
O Shopping Center do bairro está às moscas. Na loja que entrei não tinha ninguém no caixa, ninguém para atender. Quando solicitei a ajuda de um atendente, que não soube responder minha pergunta, a sugestão dada foi: por que a senhora não procura na Internet? Aqui estou, fazendo exatamente isso.
J.K.Rowling vai escrever o último
Harry Potter. E eu ainda não li nenhum. Bom, pelo menos, quando eu decidir ler, vou poder ter a coleção inteira. Dá menos agonia. Lembro que sofria muito quando li as
Brumas de Avalon de
Marion Zimmer Bradley e os livros acabavam de madrugada, sem a continuação. Cheguei a ir de pijama na banca 24 horas pra comprar um volume. Estou em casa. Voltei. Foi difícil chegar. Ao entrar em São Paulo, encontrei o trânsito caótico e a marginal absolutamente parada. Nem vale a pena entrar em detalhes, nem pessoais nem urbanos. Fato é que saí às quatro e cheguei agora. Tive muito tempo para pensar na vida. Concluí que um blog não um confessionário. Porque o conceito de confissão é privado e não público. Confessa-se para um religioso, um profissional, um amigo. Quando você fala abertamente não é uma confissão é um pronunciamento. Um blog é público, muito público. Mesmo que seja pouco acessado ele é mundialmente acessível. Está lá para isto. Portanto, a melhor coisa para se fazer um blog é refletir sobre as coisas do mundo, ainda que a partir de uma visão particular.
Este é um assunto, ficar horas e horas no trânsito, numa segunda feira, 26 de dezembro, tentando entender o que todas as pessoas fazem em seus carros nas ruas. Por que não foram viajar. Por que não estão em casa. Por que estão em trânsito. E de onde para onde. Não sei a resposta. Mas vou pesquisar na rede.
Desde sempre, a tv usa este recurso, o de focar num drama humano em particular para comover multidões. Aliás, já era assim desde o tempo do rádio. No Natal esta é a plataforma geral, escolher histórias bem tristes e tocantes.
Hoje é dia de drama. Prefiro comédia. Infelizmente, não há como evitar a tragédia.






