É inacreditável, sem brincadeira. O prato acaba sendo uma surpresa. Porque quando o garçon chega para servir você simplesmente esqueceu qual foi seu pedido.
O garçon escarnece da demora. Ri. Provavelmente não almoça lá.
Quando comentamos as horas aprendendo funções no celular durante o hiato gigantesco entre a escolha e o almoço propriamente dito, ele justifica: comida de qualidade demora.
A comida, de fato, tem qualidade. A apresentação dos pratos é digna de primeiro mundo gastronômico.
Mas não dá pra esperar tanto. A menos que a gente vá antes de ficar com fome ou telefone na véspera encomendando a refeição.
A parte boa é que é bem em conta.

Quando abri os olhos aproveitei para acordar o despertador que ainda dormia dentro do prazo.
As notícias do momento eram sobre indenizações do buraco do metrô e manifestações de parentes das vítimas do avião da Gol.
Para não começar o dia com tragédias, desliguei o rádio relógio.
E fui em busca de uma possível boa notícia. Pesei-me na balança digital do banheiro.
A mesma coisa.
É difícil vencer certas barreiras do peso.
O corpo logo adivinha seus planos de mantê-lo num estado de mais exercícios com menos calorias e assim que você começa com seu projeto de emagrecer ele começa com o dele, de acumular.
Não sei quem o quê gerencia a parte de dentro. Pensei que fosse eu. Talvez seja. Mas o que eu acho de eu não deve corresponder a todos os centros de controle do meu hospedeiro.
Vou pensar nisso mais tarde.
No momento, tenho que arrumar a mochila para viajar.
Amanhã é dia de trabalho.
Mas até lá, tenho muito para ler.
E pensar.
Bom dia.
Este foi o principal saldo das férias, a consciência de que não somos obrigados a obedecer nossos próprios comandos internos. Não somos escravos das bobagens que construímos e determinamos. Ninguém é obrigado a pensar do mesmo jeito. E faz sentido culpar nada ou ninguém pela infelicidade onde estamos.
Pode parecer papinho de livro de auto-ajuda, mas existe sempre a opção de abrir mão da babaquice e começar a trilhar outros caminhos.
O que tenho notado em mim é uma tendência antiga de colocar alguma intenção pessoal em tudo o que digo. No trabalho é um pouco diferente, porque tenho tarefas para cumprir e aí, dou o melhor de mim, pelo todo. Acho que o trabalho é um dos poucos lugares onde consigo abrir mão de intenções pessoais. Mas em toda parte de inter-relacionamento, vejo que há sempre, uma 'hidden agenda', uma intenção oculta. Exemplos? Vamos lá.
A gente se veste com uma intenção mais do que como uma expressão. Queremos impressionar, agradar, receber elogios. Ou criar uma aparência de moderno, de clássico, tanto faz. Mas é intencional. É pensado, planejado, não é genuíno.
Falamos coisas, comentamos coisas, contamos coisas sobre nós (geralmente positivas), para fortalecer uma imagem social que queremos divulgar. Queremos ser amados, admirados, desejados e, para isso, agimos no sentido de agradar os outros.
Não que isso seja bom ou ruim, não é uma questão de julgamento.
Mas de tomar consciência deste mecanismo, presente o tempo todo.
Férias também são boas por isso. Você bota um biquini pra tomar sol, calça um chinelo pra não queimar o pé, bota um boné pra não ficar com o nariz vermelho. Os objetivos são práticos e de auto-preservação. Claro, sempre vai ter alguém tão preso a tudo que vai procurar um chinelo para combinar com o boné, mas em geral, não é assim.
Tudo é mais orgânico, holístico, como você quiser chamar. Mas nossas ações são mais integradas ao que somos intrinsecamente, mais voltadas para a nossa necessidade de bem-estar pessoal do que de promoção social.
Acho que a verdadeira liberdade é quando você consegue fazer coisas simples como seguir seu caminho, descobrir seus desejos e buscar seu próprio eu, abrindo mão desta necessidade doentia de agradar a todo mundo e, sobretudo, de vencer pequenas competições patológicas criadas pela própria mente.
Minha mente, aliás, diz que eu deveria escrever mais alguns posts mas meu sono, genuíno e libertário, diz que é hora de abrir mão do blá blá blá e assumir o zzzzzzz....
Fique bem.
A notícia é o produto do quadrado da fama (f) pelo conteúdo (c).
Mesmo que o conteúdo seja pequeno, se a pessoa for muito famosa, dá uma notícia.
Por exemplo. Claustrofobia. Não é notícia. Todo mundo (ou quase) já sentiu ou sente alguma fobia. A claustrofobia é um clássico. Quem é que não se sente mal preso num elevador? Ou num quarto apertado cheio de gente?
No caso de uma pessoa anônima, o conteúdo sobre claustrofobia, um conteúdo ínfimo, mesmo multiplicado pelo quadrado da fama (no caso quase zero), não dá em nada.
Mas se a claustrofobia for da Gisele Bündchen, já dá uma notícia.
No caso de uma desgraça, como a cratera do metrô, o conteúdo é poderoso. Tragédia com vítimas fatais, uma coisa muito forte. Mesmo não tendo ninguém famoso, gera muitas matérias.
Mas, como a mídia é um negócio, é possível introduzir uma constante I, de interesse que resulta em:
n = icf²
Mesmo sem conteúdo e sem ninguém famoso, dá pra multiplicar por uma constante de Interesse e transformar qualquer coisa em notícia. É mais ou menos assim que preenchemos diariamente, as lingüiças de todas as manchetes.
Um exemplo? BBB7. O conteúdo não é relevante. As pessoas não são famosas. Mas o valor de i, o interesse instantâneo, é altíssimo. Portanto, o resultado do produto dá notícia também.
Bobagem, eu sei. Mas bobagem é o tema do post, não?
Quando finalmente cheguei em casa e encontrei uma nova pilha de coisas para pagar, inclusive uma 2a. via do cartão de crédito que eu ainda não consegui pagar, compreendi que a gente corre o dia todo para tentar alcançar as dívidas. Praticamente todos os brasileiros assalariados sabem do que estou falando. No momento, as contas estão muito mais próximas da linha de chegada, a data de vencimento, do que eu estou do dia de pagamento.
Isso você também já deve conhecer.
E se você tiver uma solução mágica para equilibrar as finanças, me avise.
Em termos de grana e de peso, eu engrosso o caldo dos injustiçados. Não gasto muito, portanto eu merecia ter mais dinheiro. Não como muito, portanto eu merecia ter menos peso.
Infelizmente não estou conseguindo realizar minha única e eterna promessa de todo ano novo: engordar a conta e emagrecer o corpo.
A conta, continua emagrecendo sem parar. E eu, no máximo, consegui parar de engordar.
Já é um começo.
Ser destaque no carnaval pode ser visto como um investimento. A exposição na mídia é garantida. E, muitas vezes, diretores de emissora, ao verem as mulheres seminuas e lindas, lembram de chamá-las para algum trabalho. É compreensível.É o show business.
Se a moça pagou pra ter o posto, então, dá pra entender que ela não queira dividir o espaço com mais ninguém.
Desculpe, mas até dentro do ilícito, tem que haver honra nos contratos.
Deveriam chamar a Anac. Vender a mesma vaga pra duas moças é, no mínimo, um caso de overbooking.
Dureza.
Coluna de TV é assim, a gente só dá valor quando fica sem!
Na coluna de hoje Mônica Bergamo publica uma notinha sobre o video do YouTube que mostra as trinta e tantas vezes em que a palavra 'confusão' é usada nas chamadas da Sessão da Tarde da Rede Globo. O video foi hit no ano passado e foi exibido, inclusive, em rede aberta. A informação hoje é assim, circula, circula e uma hora cai em algum lugar, direto do túnel do tempo. Acontece aqui, acontece lá, acontece em todo lugar.
Dar conta de tudo o que acontece na rede é como tentar cuidar de cinco tartarugas ao mesmo tempo. Uma hora, uma delas escapa, ainda que bem lentamente.
Ilustração
Por falar nisso, ouvi no rádio, ontem, que o Conselho Regional de Medicina em São Paulo fez um projeto piloto com médicos recém-formados, um exame para testar conhecimento e aptidão para a profissão. Resultado: 40% dos médicos formados foram reprovador por não apresentarem as mínimas condições para exercer a medicina.
Porém, como é só um projeto piloto, nada vai acontecer. Não é como o exame da OAB, que valida o diploma do advogado.
Portanto, 40% de médicos incompetentes estarão no mercado muito em breve. Se tivesse exame pra todas as profissões, sobrariam vagas em todas as áreas.

Uma cena paulistana no dia do aniversário da cidade. no meio do trânsito, um cadeirante amputado que pede esmolas nos semáforos com seus dois cachorrinhos, um no colo e outro, amarrado à cadeira. Amigos de todas as horas difíceis.
O nick do usuário era "ECOtotal" e sua conta foi suspensa.
- Tem o Paul Auster, que é uma pessoa de verdade, vai fazer 60 anos e é o autor do livro que estava há pouco em minhas mãos. O livro, A noite do Oráculo, é escrito em primeira pessoa, narrado por um escritor, Sidney, que é um personagem de ficção da cabeça de Paul Auster. Ou seja, Paul Auster escreveu um livro onde Sidney está escrevendo um livro. Acontece que conforme Sidney vai escrevendo o seu livro, vamos acompanhando também esta história, que tem um personagem gentral, Nick. Ou seja, são histórias dentro das histórias. E, claro, Nick, o personagem que Sidney criou, é editor e recebe um manuscrito de uma mulher, que também contém uma história.
Agora acho que você vai entender a necessidade que sinto de sair agora, para caminhar pela rua, com ou sem chuva, com ou sem cachorro, apenas para sair de dentro de tantas histórias, de dentro da minha casa.
Ou isso, ou tenho certeza que vou ser tragada para dentro de um dos manuscritos e de lá nunca mais sairei.
Seria bom ser um personagem de Paul Auster mas não suportaria a dor de nunca mais ver minha família.
A menos é claro que eles também fossem sequestrados por Paul.
O que me lembra um detalhe macabro: meu marido começou hoje a ler um livro de Paul Auster que emprestei para ele.
Vou sair imediatamente e ligar pra ele do celular, antes que Paul descubra.
Tom é tudo.

Hoje é um daqueles dias maravilhosos de sol e calor quando não resta a menor dúvida de que vale o investimento de mergulhar na água e estragar o cabelo.
Bom dia, até mais tarde.

Que medo. Filmaram um bicho estanho, uma espécie de ancestral dos tubarões.
Falando em tubarão, um amigo que foi para REcife, disse que simplesmente ninguém entra em certas praias por medo de ataques. Que acontecem MESMO na região.
Update - aqui tem ovideo do bicho que, infelizmente, coitado, morreu.
Rodrigão do blog Acetose, mandou um link mostrando o antes e depois de alguns personagens da série Anos Incríveis da TV Cultura.Quem mais impressiona é a graciosa Winnie Cooper,que virou um mulherão. Malhadérrima.Aqui no Brasil também temos nossa versão: Déborah Secco era uma menininha na série Confissões de Adolescente e depois, já adulta e siliconada virou sex symbol.
Vou captar as fotos antes e depois para publicar aqui.
Uma antes e outra depois.
E a matéria sobre o destino dos astros-mirins.

O conglomerado Globo é uma grande empresa, famoso, respeitado, bom lugar pra trabalhar. Dá um bom sobrenome. Além do Bozó muito funcionário já usou crachá pra ganhar umas meninas.
Já trabalhei para o grupo algumas vezes, sempre como roteirista. Na Fundação Roberto Marinho, na produção do Faustão, na produção da Xuxa, no Sai de Baixo, entre outros trabalhos (com o Roberto Talma). Mas foram trabalhos, como outros, todos honrados. Porém, aos olhos de muitos telespectadores leigos, que não são profissionais de TV, trabalhar na Globo é uma espécie de atestado de competência, justamente porque a Globo sempre foi a primeira colocada em audiência, uma das tvs mais reconhecidas no mundo.
Muita gente diz, erroneamente no meu ponto de vista, 'se fulano fosse bom 'tava na globo'. Acho isso totalmente absurdo. Vivi isso às avessas. Estudei 8 anos na USP, seis no Instituto de Física e dois na ECA. Muita gente da USP é vista como arrogante, porque tem uns tolos que acham que só entra na USP quem é bom pra valer, o que é um puta preconceito. Vestibular também é sorte, momento, além de preparo. Tem gente de todos os tipos em todos os lugares e empregos. Passar na USP, ou em Cambridge, ou Princeton, não é prova de inteligência assim como trabalhar na Globo não é necessariamente prova de competência. Mesmo porque inteligência todo mundo tem, de algum tipo, seja física, emocional, intelectual, artística, etc.
Mas se para alguns faltava uma prova oficial, mainstream, da competência de MrManson do Cocadaboa, voilà: ele tem blog na Globo agora, foi contratado pelo G1, o portal de notícias da Globo.com. Visite o SP Machion Week que amanhã, vai blogar ao vivo do evento. É só clicar na imagem aí em cima.
Eu acho que ele é bom em qualquer lugar, em blog pessoal, pago, gratuito, tanto faz.
Mas sabe, um toque de Bozó sempre dá um upgrade no moral.
Se bem que, a maioria, não vê a hora de ser invadido. Invasão traz exposição, mídia, um dos sonhos de consumo de muita gente.

A brincadeira de polícia e bandido é antiga. Mas parece que a mídia discute agora uma outra opção de momento: brincar de polícia e turista. Não deve ser novidade, mas a partir da rede, assim parece. As fotos de turistas sendo algemadas por policiais de um batalhão de Angra dos Reis, segurando fuzis e outros quetais, foram publicadas no Flickr (mas já sairam do ar). Vi na Globo, logo cedo, na sala de espera de um exame de sangue e ouvi no rádio, duas vezes, desde que voltei para casa.
A cada dia a Internet dita pautas de toda a mídia. É o tão esperado caminho de volta, a via de contramão. A notícia pautada pelo cidadão.
Tudo é sempre uma questão de bom senso, de encontrar o equilíbrio entre a modernidade tecnológica e o desejo humano de estar na vanguarda, de ostentar o que se tem como medida do que e é.
É bom movimentar a economia mas é ruim produzir tanto lixo para o planeta.
Descartáveis somos todos, em última instância.

Ao mesmo tempo que vemos os seres humanos fazendo esforços descomunais para sobreviver e manter o emprego, a tecnologia cresce exponencialmente facilitando a vida de quem tem dinheiro.
É inacreditável o salto qualitativo tecnológico que está em andamento.
Bom estar vivo para ver tudo isso.
Melhor ainda é estar vivo, saudável e com grana pra acessar tudo isso.
O que nos leva de volta ao trabalho.
Estou com uma dúvida lingüística. "Affair" é uma palavra em inglês, muito usada como 'caso' quando se fala de novos amores e quetais. Em francês a palavra "affaire" quer dizer negócio. Pode ser usado para casos políticos, econômicos, enfim. Mas não tenho certeza se este affaire serve para casos amorosos, como a revista Caras costuma usar. Serve? Algum especialista na língua francesa na área? Se você quiser fazer download de muitos livros em português ou mesmo em língua estrangeira (Projeto Gutemberg) é só entrar no famoso site Biblioteca Virtual do Futuro da USP. Tem tudo lá. Inclusive livros usados no vestibular. Grátis.


Capa do UOL tem manchete errada.O cara com a Sabrina é o Nelson Sacho,assessor da Galisteu e amigo do Ian,personal stylist da Sabrina. Os dois estavam saindo da banca onde foram comprar a G Magazine do BamBam. Sério. Ela está aqui ao lado e acabou de dizer. Nada a ver. Mesmo no jornalismo de celebridades é preciso checar a informação. Sem contar que todo mundo conhece o Nelson Sacho, que assessora a Galisteu há anos. Não tem como ele ser um novo 'affair' de Sabrina.

Até mais tarde, então.
Ou a qualquer momento em edição extraordinária, via celular, nem que seja do lavabo.
O caderno Link do Estadão de hoje comenta os 3 anos de Orkut. Mas a manchete poderia ser 'e a febre continua'. Ouvindo a entrevista sobre o PAC, com todos os pac-men envolvidos, fiquei me perguntando:"'será que alguém já fez uma comunidade 'eu tenho medo da Dilma Roussef''?" Fui ver. Não tem. Estranho. Seria bem o caso. Quase pensei em abrir uma. Porque ela me dá medo, a PacWoman Dilma. Quase tanto medo quanto eu tenho do José Dirceu, o verdadeiro bicho-papão.
Eu voto na Lúcia Hipólito.
Mas na Lilian também está bem votado.
Ou na Mariana.
De qualquer forma, obrigada.
Eu era quase magra, quase jovem e não sabia. Ok, a cintura alta do short faz parte do acervo de ridículos dos anos 90. Mas, 14 anos depois, eu trocaria boa parte da modernidade do século XXI para voltar ao peso ideal daquela década. Mas, por favor, não me mandem spam de Herbalife só por causa disso, ok? Vou tentar dar um jeito caseiro no problema pelos métodos naturais. Não sou adepta do desespero de madrinha que quer caber num manequim 38 só para sair magra nas fotos do altar nem vou me agregar às estatísticas dos consumidores de anfetaminas (o Brasil é recordista em uso de anfetaminas para emagrecer e em número de pessoas que tomam e mentem dizendo que não).
O link é cortesia do Fabrício Luquetti.
O YouTube tem dessas coisas. Revira a poeira do passado até que ela caia sobre o tapete do presente.
Começou com uma brincadeira. Depois, uma aposta. E agora, virou caso de polícia. Desde o dia 12 de dezembro o colunista Daniel Castro está em férias. Sua última coluna foi ao ar no dia 12 de dezembro de 2006 . Hoje, dia 22 de janeiro, segunda-feira, o colunista continua em férias, 42 dias depois. É estranho, mas como existem férias acumuladas (existem?), seria justificável que ele voltasse hoje. Não voltou. A última esperança é que ele emende o feriado do dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo e volte, finalmente, no dia 29, quando completará 49 dias ausente.
Sei que à primeira vista parece pura implicância mas é vício. Leio diariamente a coluna e estou sentindo falta. Faz tanto tempo que não leio a coluna que nem parece férias, parece quarentena.
Espero que esteja tudo bem com o Daniel.
Porque se ele não voltar no dia 29 eu mesma vou providenciar o anúncio de procura-se.
O governo baixou um pacote de crescimento, o PAC. (Com isso, Lula torna-se o PAC-man.)
Definitivamente, é uma segunda feira.
Bom dia.
Boa noite e até amanhã. Já me conformei com este céu que não oferece nem ao menos uma casquinha de lua. E, da cidade, aproveitamos o que ela tem de melhor nesta época do ano, rua sem trânsito e restaurantes vazios.
Obrigada pela companhia.
Amanhã, começa tudo de novo,
num lindo e novo dia.

As férias terminaram. O que era dolce-far-niente, acabou-se. Acabei o livro que estava lendo (mas já comecei outro). Vi todas as séries em DVD que levei para a praia. Enfim, acabou todo o entretenimento. A partir de amanhã é hora de voltar para o trabalho, em todos os sentidos. Vai ser duro voltar para a rotina, onde o por de sol é só uma referência literária e não um espetáculo à beira-mar.
Na tentativa de readaptação ao mundo da mídia fui ao cabeleireiro e passei os olhos por duas revistas Caras. Fiquei pensando nas pessoas que lutam para sobreviver honestamente escrevendo coisas como "casal engrena affair", "livre, leve e solta" ou "fulano fica inebriada com a beleza de sicrana". É a vida. Tem gente que teme despencar na vala da medriocridade, tem gente que olha pra ela como um objetivo a ser alcançado. Cada um, cada um.
...pedir almoço pelo delivery direto da estrada e chegar em casa junto com a comida, depois de três horas de viagem e o estômago colado nas costas.
Entre famintos e entediados, salvamo-nos todos.
Exceção feita ao atum que, aparentemente, também deve ter pegado um congestionamento entre a origem e o destino.








